Psicoterapia de Técnicas
Integradas

Atualmente, o termo psicoterapia talvez fosse
melhor empregado no plural. Existem tantas formas e abordagens,
que chegam a causar algumas confusões. Muitas práticas
sequer possuem a mínima sustentação técnica
ou científica.
Aos postularmos o emprego de Técnicas Integradas, no Instituto
Fernando Pessoa, estamos convictos que o quadro clínico
e o perfil do paciente serão determinantes para a escolha
da técnica mais adequada.
Os gregos já diziam: "Se tua única ferramenta
for um martelo, só verás pregos na frente".
E Thomás de Aquino alertava: "Cuidado com o homem
de um livro só". (Referindo-se aos que leram uma única
cartilha e por ali seguiram, cegos ao que poderiam ter agregado
em termos de conhecimento).
Procusto, em seu famoso divã, é outra metáfora
para que possamos compreender uma fenomenologia muito estranha,
mas entranhada em nosso meio: quem deve se adaptar a quem?
Em qualquer outra especialidade, é a necessidade do paciente
que acabará por determinar a melhor técnica e o
especialista mais adequado para ajudá-lo em seu problema.
Porém, em muitos casos, esta regra acaba por não
se aplicar ao meio "psi": infelizmente ainda existem
muitas situações onde o paciente é praticamente
"forçado" ou "encaixado" em determinada
técnica, pois é a que serve ao terapeuta. E serve
por, no mínimo, duas razões: comodidade (é
a que opera) e desconhecimento.
Neste sentido, questiono as chamadas "linhas". Acho
que, com todo avanço da neurociência e das técnicas
psicoterápicas, optar por uma "linha" parece-me
um fenônemo estreitador da consciênia, e que poderá
inclusive pôr em risco o paciente em seu percurso terapêutico.
Quem deve ter linha, em princípio, é ônibus
e metrô. Técnicos ligados à ciência
precisam estar abertos à novas aquisições,
desde que estas possuam eficácia técnica comprovada.
Postulamos uma Psicoterapia de Técnicas Integradas, mas
apenas com os procedimentos de efetiva comprovação
científica. Isso exclui qualquer abordagem empírica
ou, digamos, alternativa.
Desta forma, podemos empregar com segurança tanto os recursos
da Neuropsiquiatria quanto a Psicoterapia, seja ela de Orientação
Analítica, Cognitivo-comportamental ou Sistêmica.
Acreditamos que a possibilidade de um trânsito sério
e eficaz entre estas técnicas e abordagens (inclusive conforme
o ciclo vital do paciente) pode ser um fator determinante no resultado
final de um tratamento.